CINEMATOGRAFIA MONOCROMÁTICA

por Carlos Ebert, ABC

Na sua origem o cinema era monocromático. O nosso conhecido “preto e branco”. A cor foi introduzida primeiro manualmente, através de fotogramas pintados à mão e em seguida por vários processos fotoquímicos negativos e reversíveis, envolvendo pigmentos corantes. Entretanto, o monocromatismo perdura até hoje, sem nunca sair de moda.

Se indagarmos o porquê dessa permanência, perceberemos que o essencial da visão, o contraste de luminância, permanece como fundamento nas imagens em movimento. Em muitos casos a cor mais distrai do que acrescenta a narrativa fílmica e em muitos casos ela é apenas uma exigência dos produtores para tornar o produto “mais comercial”.

Como fica para o cinematógrafo a renuncia a representação dos diferentes comprimentos de onda e frequências que representam as cores visíveis? Aí, menos pode ser mais. Sem a cor, as formas e o movimento ganham relevância e a escala de cinzas passa a ser a paleta do fotógrafo.

Como lidar e criar a partir da latitude e da textura do suporte monocromático? Quais as estratégias a considerar em termos de contraste e latitude?  Onde colocar a exposição em cada cena? Essas e muitas outras questões serão abordadas nesse curso de 24 horas de duração.

CONTEÚDO DO CURSO

 CINEMATOGRAFIA MONOCROMÁTICACarlos Ebert, ABCh
1O espectro da luz visível 2
2Espaços de cor 2
3Traduzindo as cores para uma escala de cinzas 2
4Orto e Pancromátismo 2
5A sensibilidade cromática do olho e dos suportes 2
6Representação digital da escala de cinzas (8, 10, 12, 14 bits) 2
7Curva de gamma 2
8O que está entre a cena e o sensor 2
9Filtros PeB na captação e na pós produção 2
10Construindo looks no monocromático 2
    
  horas do curso20

FORMATO

Online ao Vivo –  10 sessões de 2 horas

Horário  : Terças e Quintas das 19:00h às 21:00h

Número máximo de participantes : 15

Início : 12 de  Novembro de 2020

INVESTIMENTO

 valor:  3 x R$ 220,00 

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Carlos Ebert, ABC

Diretor de Fotografia

Estudou Arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro e Cinema na Escola Superior de Cinema São Luiz, em São Paulo. É Diretor e Fotógrafo de cinema, televisão e publicidade.

No final dos anos 60, participou do cinema marginal e foi câmera e diretor de fotografia de um dos filmes mais significativos do movimento, “O Bandido da Luz Vermelha” de Rogério Sganzerla. Também dirigiu “República da Traição” e fez a fotografia do “O Rei da Vela” de José Celso Martinez Corrêa e Noilton Nunes, e “Fé” de Ricardo Dias. Para a televisão trabalhou em “O Povo Brasileiro”, ganhador do Grande Prêmio Cinema Brasil de TV em 2001.

Em 2003 recebeu o prêmio de Melhor Fotografia no Festival de Gramado pelo curta-metragem “Carolina”, de Jeferson De. Trabalhou nos documentários “Dia da Graça” de Thiago Mendonça e Maira Buller, “Do Luto à Luta” de Evaldo Mocarzel, e “Vlado – 30 Anos Depois” de João Batista de Andrade. Em 2007, fez a direção de fotografia do filme “A Ilha do Terrível Rapaterra” de Ariane Porto e em 2008 do documentário “Um Homem de Moral de Ricardo Dias. Mais recentemente fotografou as séries O Colorido Mundo de Dalton e  Superfamília, além do longa Passagem Secreta de Rodrigo Grota.

Vem se dedicando ao ensino da cinematografia  nos últimos 15 anos, tendo lecionado na Academia Internacional de Cinema SP, na Pós graduação em documentário da FGV, ECA-USP e em cursos livres na Quanta SP.